Gaspard

Une Tribu Collectif

Estreia Nacional

21 Out · 18h, 20h

TMP Rivoli – Auditório Isabel Alves Costa

20' · M12

© Inez Kaukoranta

Conceção e encenação Michel Villée, Noémie Vincart

Interpretação Michel Villée, Noémie Vincart

Produção Une Tribu Collectif / Entrée de Secours ASBL

Apoio Froe Froe (Anvers), Théâtre de Galafronie (Bruxelas)

www.unetribu.be

E se a nossa humanidade estivesse escondida, não na nossa força, mas na nossa fraqueza, na assustadora dependência dos outros e do que nos rodeia? E se esta ideia fosse tão assustadora que precisássemos de uma marioneta para falar dela? Uma marioneta na qual projetamos o nosso desejo de omnipotência mas na qual só conseguimos ver fragilidade na nossa imagem?

Um homem e uma mulher emprestam as suas mãos para darem vida a uma marioneta que se parece com uma criança. Sentada entre eles, nos seus joelhos, a criança descobre e assume o controlo das suas novas mãos. Duas mãos para três pessoas. Depressa se instala a confusão. Que gesto lhe pertence? Quem decide, quem pensa, quem fala? Através deste trio, como uma unidade familiar, apresentamos um pequeno rapaz marioneta que, muito rapidamente, vai tentar libertar-se daqueles que lhe deram vida. Ele pensa que não precisa de ninguém, mas vai falhar, pois sem os seus marionetistas é apenas uma marioneta inerte.

Sem falsos moralismos, questionamos a fragilidade do Homem que, na imagem desta marioneta, aparece dependente e "manipulado" por vários tipos de elementos exteriores a si. Sendo primeiro moldado pelos seus pais mas mais extensivamente pela família, pelo contexto social e político no qual se desenvolve, será o homem realmente senhor do seu destino? Quem somos nós sem os outros? Que fatores me levaram a fazer esta ou aquela escolha, que me levaram a agir desta ou daquela maneira? Onde está a nossa responsabilidade? Obviamente, não responderemos a estas questões, abrimos apenas a porta à reflexão nas várias respostas a estas perguntas.

 

 

MICHEL VILLEE

Comediante e marionetista, Michel Villée dirigiu colaborações em diversas áreas (principalmente em teatro e trabalho de movimento), no seio de várias companhias e coletivos. Desde há algum tempo, cria os seus próprios projetos dentro de três companhias de teatro de marionetas e objetos - Une Tribu, Dyo e Entrée de Secours. Trabalha também regularmente como formador e formador de manipulação de marionetas.

 

NOEMIE VINCART

Após um ano com o Insas, participou no projeto de criação coletiva «Rue du Nil», em França e na Tunísia. Completou depois o seu percurso, através de uma série de estágios e formações (Neville Tranter, Agnes Limbos, Gavin Glover, Boris Rabey e Isabella Souppart). No seguimento de um estágio no CIFAS, dirigido por Galin Stoev, torna-se sua assistente durante três anos, no decurso dos quais são criados os projetos «Antigone», «Oxygène» e «Tchekologie» onde subiu ao palco como atriz. Trabalhou três anos como marionetista em "L'Enfant que…", de Patrick Masset (Festival Circa, Festival d'Avignon, Circo Price Madrid, Festival Winterfest Salzbourg, Festival Tempo St Leu, Théâtre Royal de Namur e Le quai Angers), e como assistente de Natacha Belova («Le Nez», de Pascal Pointet, e «Pinocchio le Bruissant», de Pietro Varrasso). Em 2012, criou a Compagnie DYO com Michel Villée (www.compagniedyo.be), e em 2014, a Compagnie Entrée de secours, com Natacha Belova e Michel Villée. Em 2015 participou na manipulação da marioneta, como manipuladora do olhar exterior em "La Course", da companhia «Une tribu Collectif».

 

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